Testemunhos
SOMOS TESTEMUNHAS UNS DOS OUTROS

Sou um admirador profundo do trabalho de Paulo Condessa. Se cada dizedor tem um estilo próprio e pessoal de dizer poesia, Paulo Condessa tem uma abordagem e uma forma de comunicar que mais do que um estilo, representa uma assinatura artística única, Os seus recitais, as palavras certas são “as suas performances” estão carregadas de  um humor refinado extremamente cativante que não cai nunca no palavrão do riso fácil. É por isso também que Paulo Condessa é um dos maiores divulgadores de poesia. Porque tem a capacidade de a aproximar do público em geral, independentemente de faixa etária, classe social, habilitações literárias. Escreveu um dia Sophia de Mello Breyner “creio que só a arte é didáctica”. Paulo Condessa diz com Arte.

Programá-lo-ia muitas mais vezes se pudesse.
 
Rui Spranger, Actor, Diseur e Programador
 

Aquela gargalhada de quem delira com o inesperado nunca me saiu da memória…

A gargalhada do Paulo – quando assiste ao nosso virar o boneco, à nossa passagem criativa para outra banda, para uma dimensão livre de amarras, entregue ao espontâneo e obra dos outros que emergem em nós -, é  não só a confirmação que nesse momento acrescentámos valor à nossa existência, como é também verdadeiramente impossível de esquecer.

Andreia Santos, C.M. Palmela


O Paulo é um singular plural. O Paulo é muitos sendo o Paulo.

O Paulo é Poeta. O Paulo é diseur.

O Paulo é palavras. O Paulo é sorriso no olhar.

O Paulo é gargalhada aberta. O Paulo é caracóis no cabelo.

O Paulo é cada um de nós. O Paulo é o abraço.

O Paulo é pisar o palco e ficar grande.

O Paulo é voz. O Paulo é silêncio…si…lên…cio…oooo.

No palimpsesto que é este e todos os textos, encontro O’Neill, Almada Negreiros, Mário- Henrique Leiria e fico feliz porque o Paulo é a POESIA em todas as vozes.

Cristina Marques, Professora, Escola Oliveira Júnior

Se virem anunciado um espectáculo de poesia com o Paulo Condessa, ou dirigido por ele, mesmo que os participantes não sejam profissionais, não hesitem, vão. Estão assegurados a qualidade dos textos, o sentido de humor refinado, a surpresa que a brincadeira com os sons das palavras permite, uma entrega total àquele momento.
O Paulo Condessa, nosso  companheiro de andanças na promoção da leitura,
faz uma abordagem a este trabalho completamente honesta: ninguém sai vitorioso ou perdedor de um atelier ou de uma performance com ele.
Saímos todos seguramente mais ricos porque o Paulo nos oferece tudo, a mestria e a fragilidade, o som e o silêncio, a maturidade e a inocência.
Se puderem, não percam.
 

Andante   (Cristina Paiva e Fernando Ladeira)


Paulo Condessa tem, como o nome indica, sangue real. Possui as duas linhagens, conde e condessa, nele há a determinação e a doçura. Procura a beleza escondida da vida, para a mostrar aos que não vêem muito bem. Fá-lo com palavras, com o corpo e com o coração. As crianças adoram-no, os adolescentes idolatram-no e os adultos surpreendem-se e emocionam-se ao reencontrar o seu lado mais luminoso há tanto tempo oculto. 
Nunca ouvi, da parte dele, um não, mesmo quando se tratava de aparecer perante plateias em circunstâncias em que não podia haver uma remuneração. Sempre senti isto como injusto, porque o luxo deve ter um preço. Uma questão de equidade.
Comecei por conhecê-lo enquanto COPO (ele e Nuno Moura), levei-os à minha escola, e das vezes seguintes, por saberem que eles regressavam, o auditório transbordava de alunos. Trabalhou com uma turma e pôs as alunas (eram quase exclusivamente raparigas)  de Arte e Design Têxtil dizendo poesia com uma consciência e vigor delas próprias insuspeitada. Pura alquimia. Elas sabem-no e não o esquecem.
Voltou lá sozinho com as suas palavras poéticas e sons de percussão e pôs uma turma rebelde com a cabeça deitada sobre a mesa em estado de meditação natural e não solicitado. Simplesmente aconteceu. Porque ele estava lá.
Fui acompanhando algumas das suas deambulações, li as suas palavras escritas em livro, participámos em oficinas onde o propósito era conhecermo-nos melhor no contacto com a respiração, em realizações da Companhia de Dança Amalgama, ensaiámos juntos com outros amigos um projecto designado Cuidar, e sempre, sempre, os seus traços distintivos se manifestaram: presença inteira, verdade, respeito, talento, humor, ternura explícita pelo outro, amor pelas palavras e por quem as recebe. Sempre senti que tinha perante mim uma pessoa diferente, porque com todas as letras, assumindo-se plenamente nas suas fraquezas para com elas aprender, e procurando, para partilhar, sem arrogância, mas com naturalidade, a sua glória.
Muito tenho aprendido com ele. É um dos tesouros encontrados no meu caminho. Que alegremente agradeço. Recomendo, a qualquer um que o encontre, a não desperdiçar a oportunidade de enriquecer. Porque a fortuna não está nos Bancos.
 
Risoleta C. PInto Pedro,  Escritora.

Ter a oportunidade de “trabalhar/aprender” com o Paulo Condessa, nas sessões que antecederam a “Poesia à Mesa” em S. João da Madeira,  foi das experiências “sensoriais” mais poéticas e relaxantes, que eu já conheci. A sua forma de nos fazer dizer a poesia, desconstruindo e reconstruindo, rindo ou quase chorando, é fantástica.  É um homem que faz ,da sua vida , um poema a ser vivido!

Susana Silva, Universidade Sénior SJM

O Paulo Condessa é um poema vivo que tem a alegria das palavras no olhar.

Não há palavra que mastigue sem que lhe sinta o gosto,

não há texto que interprete que não lhe vista a forma.

O Paulo inscreve-se no texto, sabe ler entrelinhas e respira em silêncio.

Mafalda Milhões, O Bichinho de Conto

 
 
Persistência, afecto, dimensão humana? Foi o que me me ocorreu.
Tem uma alma de poeta e por isso ora terno, ora atrevido, tantas vezes transgredindo,  vivendo numa procura permanente de unidade. 
Desmanivela , Cristina… Desmanivela … disse-me um dia, numa meia hora de poesia na casa onde cresci como mediadora.
A sua capacidade de encantamento com a vida transborda para a forma como conduz o seu trabalho de mediação. O interesse do escutador é sempre a melhor maneira de validar o trabalho de um mediador .
Dá voz à poesia e sempre desafia a tocar o sensível, o intuitivo, o jogo. 
É um semeador de práticas que ajudam a descobrir entradas para muitas leituras.
Até aquelas que podemos fazer por dentro. 
 
Cristina Taquelim,   Mediadora de Leitura .
 
 
Quando vieste à 1ª edição do Festival Poesia à Mesa, em 2003, não achei grande piada à dupla que fazias com o Nuno Moura, porque desconhecia que a poesia podia ser dita daquela forma. Pensei que tinha de ter aquela forma tradicional, coloquial, dramática, etc.

Mais tarde, quando regressaste à Poesia à Mesa em 2016, adorei. Diverti-me imenso e cheguei a pensar o quanto era uma privilegiada por te acompanhar nos workshops poéticos nas escolas, nas declamações nas fábricas e assistir ao retorno que recebias por parte dos meninos ou dos trabalhadores.

Por vezes até te pediam para dizeres um poema que se lembravam teres dito no ano anterior. Percebi a sorte que tinha por ter um trabalho que me permitia ouvir poesia assim dita e rir das tuas performances.

A poesia é bela, mas dita por ti tem outro encanto.
Inesquecível foi também a sessão que nos proporcionaste sobre a Sophia.

Obrigada por tudo, Paulo.

Graça Neves, Bibliotecária.